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Brasileiros no Paraguai têm dinheiro preso após liquidação de banco; empresário perdeu mais de R$ 200 mil

Ueno Bank, com cerca de 3 milhões de clientes, foi liquidado pelo Banco Central paraguaio; fundo garante até cerca de R$ 200 mil por pessoa.

Por Redação Portal ONE NewsHoje, 06:18Fonte: g1
Foto: Foto: Marcos Landim/RPC

A crise bancária e política no Paraguai atingiu também brasileiros que moram no país. Entre os afetados pela liquidação do Ueno Bank estão um empresário que perdeu mais de R$ 200 mil, uma cambista que ficou sem o dinheiro guardado para as férias e o dono de uma oficina que ficou sem parte do capital.

O banco digital tinha cerca de 3 milhões de clientes, aproximadamente 60% da população adulta paraguaia. Na terça-feira (3), o Banco Central do Paraguai liquidou a instituição, depois de constatar que o índice de solvência havia caído para menos da metade do mínimo exigido por lei. O rombo tem origem em empréstimos a empresas ligadas ao próprio banco. A crise chegou à política: a Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o avanço de um processo de impeachment contra o presidente Santiago Peña, que já foi acionista de empresas ligadas ao grupo controlador do banco.

Segundo estimativas do Itamaraty, cerca de 270 mil brasileiros vivem no Paraguai, que faz fronteira com Mato Grosso do Sul e Paraná.

Marcelo Bernard, de 26 anos, dono de uma oficina em Presidente Franco, perdeu cerca de 5 milhões de guaranis, perto de R$ 4,5 mil. Ele disse ao g1 que o prejuízo não foi maior porque mantinha o dinheiro de giro em espécie, e descreveu um clima de revolta com o presidente e os políticos do país.

O empresário Pedro Treméa, de 61 anos, dono de uma firma de refrigeração em Ciudad del Este, afirma que o valor perdido superou o que é coberto pelo Fundo de Garantia de Depósitos, de até 228,3 milhões de guaranis por pessoa e por instituição, cerca de R$ 200 mil. Quem tinha mais que esse teto pode depender do processo de resolução do banco para tentar recuperar o dinheiro. Ele conta que o impacto foi limitado porque a empresa divide os recursos entre bancos.

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