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Minas Gerais

Passageiros relatam atrasos de até duas horas e ônibus precários da Pássaro Verde em audiência na ALMG

DER-MG registrou 384 autuações contra a empresa em 2026; viação reconhece falhas e promete reforço na frota.

Por Redação Portal ONE NewsOntem, 21:13Fonte: Primeiro a Saber
Foto: Foto: Reprodução/Primeiro a Saber

Atrasos de até duas horas, ônibus sujos, falta de cinto de segurança e problemas de manutenção foram algumas das reclamações apresentadas por passageiros da Viação Pássaro Verde em audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A reunião aconteceu em 28 de outubro, na Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização, a pedido do deputado Leleco Pimentel (PT), vice-presidente do colegiado.

A empresa atende dezenas de cidades mineiras, entre elas Belo Horizonte, Ouro Preto, Viçosa, Ponte Nova e Diamantina. Usuários também citaram pneus gastos, ar-condicionado sem funcionar e excesso de passageiros, incluindo relatos de crianças viajando sentadas no chão. Segundo o advogado Ezequiel Geraldo de Magela, cerca de 200 reclamações foram registradas nos 15 dias anteriores à audiência.

Outro advogado, Rogério Fernandes, contou que, em uma viagem de junho entre Belo Horizonte e Ouro Preto, o bagageiro abriu na Serra de Itabirito e malas se espalharam pela estrada. Já a passageira Sidnéa Francisca dos Santos lembrou o incêndio em um ônibus da empresa em 24 de agosto, durante um trajeto de Minas Novas para a capital.

A procuradora da viação, Rejane Suely de Sena Luberiaga, reconheceu as falhas. Ela disse que a idade média da frota, que era de três anos há oito anos, hoje chega a dez. Segundo a representante, a empresa tem 100 ônibus, recebeu quatro veículos novos para a região de Ouro Preto, deve remanejar outros nove de empresas do grupo e aguarda mais dez novos, ainda em fase de encarroçamento. Ela atribuiu parte das dificuldades à pandemia, à concorrência do transporte clandestino e ao aumento do movimento na BR-356.

O gerente de Fiscalização de Transporte e Trânsito do DER-MG, Eriênio Jaderson de Souza, informou que o órgão aplicou 384 autos de infração à empresa em 2026, até 20 de outubro. Ele também mencionou o avanço do transporte clandestino e os limites da estrutura de fiscalização. Pela Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade, o superintendente Diovane de Sá Leopoldino defendeu rever as regras do transporte concedido, cujo regulamento é de 2007.

Como encaminhamento, a comissão aprovou uma visita à garagem da empresa.

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