Demora de Damião em apoiar nome à presidência da Câmara de BH incomoda vereadores da base
Eleição da Mesa Diretora será em 12 de dezembro; sem posição do prefeito, parlamentares seguem livres para negociar.

O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), ainda não disse quem vai apoiar na disputa pela presidência da Câmara Municipal, e a demora tem causado incômodo em parte da base governista. A informação é da Rede 98, que ouviu parlamentares reservadamente. A eleição está marcada para 12 de dezembro.
Segundo a emissora, parte dos vereadores cobra uma posição mais clara e avalia que a espera abre caminho para a articulação de outros grupos políticos. Nos bastidores, existe a impressão de que o prefeito estaria contando com os votos da base como garantidos, seja qual for a escolha entre Helinho da Farmácia (PSD) e Diego Sanches (Solidariedade).
Os interlocutores ouvidos ponderam que o apoio a qualquer um dos dois depende de negociações e acordos internos, e que a proximidade com o Executivo, sozinha, não assegura a maioria necessária para eleger o próximo presidente. Enquanto não há definição, os parlamentares continuam livres para conversar com outras candidaturas.
É nesse cenário que o grupo ligado ao ex-secretário de Estado Marcelo Aro (PP) tem ampliado as conversas, de acordo com a Rede 98, em busca de apoio para seus projetos na Mesa Diretora. A disputa também tem outros interessados no comando da Casa, como Marcela Trópia (Novo) e Irlan Melo (PL).
Até agora, nenhuma candidatura reuniu consenso capaz de garantir a maioria dos votos. Daqui até dezembro, a definição do nome apoiado pela prefeitura e a capacidade de articulação de cada grupo devem pesar na formação dos acordos dentro do Legislativo municipal.




