Um dia após o impeachment, Santiago Peña presta depoimento e pode ser acusado no caso do banco ueno
Ex-presidente do Paraguai foi levado para instalação militar em Assunção depois de protesto em frente à casa dele.

O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña chegou à Procuradoria-Geral neste sábado (7) para prestar depoimento, um dia depois de sofrer impeachment e ter a prisão domiciliar decretada. Ele é investigado no escândalo do banco digital ueno, que quebrou e provocou uma crise econômica e política no país.
Segundo a agência AFP, o procurador Christian Benítez, responsável pela investigação, disse que seriam apresentados fatos e provas e que Peña poderia ser formalmente acusado ainda à tarde. De acordo com o Ministério Público paraguaio, a prisão foi decretada por suspeitas de lesão de confiança e tráfico de influência, entre outros crimes. O ex-presidente é apontado como um dos sócios do grupo que controlava o banco.
Na madrugada deste sábado, Peña foi transferido para o Regimiento Escolta Presidencial, uma instalação militar em Assunção usada para proteger o presidente e autoridades estrangeiras. Segundo o jornal paraguaio ABC, a mudança foi feita por segurança: uma multidão protestava em frente à casa dele, pedindo que fosse levado à prisão, e houve confronto com a polícia. A comitiva saiu sob xingamentos e ovadas.
Peña foi destituído na tarde de sexta-feira (6). O vice, Pedro Alliana, tomou posse como novo presidente no mesmo dia. O presidente do Banco Central e outras autoridades também renunciaram em meio à crise.
Até a última atualização da reportagem de origem, não havia informações sobre o que foi dito no depoimento.




