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Comércio

Selic mantida em 13,75%: CDL/BH e Fiemg alertam que o crédito caro pesa no comércio e na indústria

Entidades mineiras criticaram a decisão do Copom; juro alto encarece empréstimos, dificulta o planejamento e pode frear vendas e investimentos.

Por Redação Portal ONE NewsHoje, 16:18Fonte: Lavras24Horas, com informações do Diário do Comércio
Foto: Reprodução/Lavras24Horas

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano foi criticada por entidades que representam o comércio e a indústria de Minas Gerais. A manutenção foi anunciada na quarta-feira (4), por unanimidade, e interrompeu a sequência recente de reduções da taxa.

Entre as entidades que manifestaram preocupação estão a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Para os representantes dos setores produtivos, o juro em patamar elevado encarece o crédito, atrapalha o planejamento das empresas e pode reduzir investimentos e consumo.

A CDL/BH avalia que o cenário prolonga as dificuldades de comerciantes e prestadores de serviço, principalmente dos que dependem de financiamento e do consumo das famílias. A Fiemg, por sua vez, destacou os efeitos sobre a atividade industrial, com custo maior de financiamento e limites à expansão das empresas.

A Selic é a principal referência para os juros cobrados na economia. Quando fica alta, empréstimos, financiamentos de veículos e imóveis e o crédito para empresas tendem a ficar mais caros, embora as taxas dos bancos também dependam de outros fatores. Para o consumidor, isso pode significar prestações maiores; para a empresa, adiamento de contratações e investimentos.

Por outro lado, o Banco Central usa os juros altos como ferramenta para controlar a inflação. O Copom baseia suas decisões em indicadores como a inflação, as expectativas do mercado, o ritmo da atividade econômica e riscos nacionais e internacionais.

Para o pequeno lojista, a recomendação de entidades do setor tem sido planejar com cuidado as compras de estoque para o Natal, evitar dívidas de curto prazo caras e comparar taxas entre bancos e cooperativas de crédito antes de contratar capital de giro.

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