Imposto sobre carros muda em fevereiro de 2027, mas governo mantém a carga média; elétrico segue com desconto
Medida provisória troca o IPI Verde pelo Imposto Seletivo; cobrança começa em 2 de fevereiro, e mudança mais profunda ficou para 2028.

O Imposto Seletivo sobre automóveis começa a ser cobrado em 2 de fevereiro de 2027, mas a mudança não deve provocar aumento geral no preço dos carros. A Medida Provisória 1.399/2026, publicada na quarta-feira (4), mantém no primeiro ano praticamente as mesmas regras do IPI Verde, segundo reportagem do UOL.
O critério continua levando em conta motorização, potência, eficiência energética e segurança. A alíquota-base segue em 6,3% para automóveis de passeio e 3,9% para alguns comerciais leves. A novidade está na etapa final: a MP cria um fator de conversão de 1,21, multiplicado pela alíquota obtida após os critérios técnicos.
Assim, um carro com alíquota inicial de 6,3% passa a ter percentual nominal de 7,623%. O número maior não significa necessariamente imposto mais caro, porque a base de cálculo também muda: hoje ela inclui outros tributos, e o multiplicador serve para compensar a alteração. Isso não garante, porém, que o valor seja igual para todos os modelos.
“A carga tributária ficou neutra”, afirmou Ricardo Bastos, presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico e diretor da GWM. Para ele, o governo empurrou para 2028 uma mudança mais profunda.
A diferenciação por tecnologia continua. Elétricos e híbridos plug-in flex têm desconto de 2 pontos percentuais; híbridos plenos flex, de 1,5; híbridos leves flex, de 1. Modelos flex comuns não têm ajuste. Já os híbridos a gasolina pagam acréscimos, de 2 a 4,5 pontos, e os carros convencionais a gasolina, de 6,5 pontos.




