Minas eleva ajuda de alimentação de servidores civis a até R$ 100 por dia; PMs ficam de fora
Mudança vale a partir da folha de novembro para 39.867 servidores civis. Associação de praças cobra extensão às forças de segurança.

Os 39.867 servidores civis do Poder Executivo de Minas Gerais que já recebem ajuda de custo de alimentação poderão chegar a R$ 100 por dia trabalhado a partir da folha de novembro, que será paga em dezembro. A mudança consta na Resolução nº 01/2026 do Comitê de Orçamento e Finanças (Cofin), publicada no Diário Oficial do Estado em 28 de outubro, e não alcança policiais e bombeiros militares.
Segundo a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), a parcela fixa continua em R$ 50, e a parcela variável, ligada ao cumprimento de metas e indicadores de cada órgão, sobe para até R$ 50. Quem já recebia parcela variável acima desse valor mantém o que tinha. A partir de 1º de janeiro de 2027, as duas parcelas passam a ser corrigidas todos os anos pela Unidade Fiscal do Estado (Ufemg).
A Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra-PMBM) reagiu no mesmo dia da publicação. Em nota, a entidade pediu que o governador Mateus Simões leve ao Cofin a extensão da correção a todas as categorias da segurança pública, e citou também policiais civis, policiais penais e profissionais do sistema socioeducativo.
A separação, porém, já estava prevista. O Decreto nº 48.113, de 2020, que regulamenta o benefício dos servidores civis, exclui policiais civis, policiais militares e bombeiros militares. Por isso, os militares nunca fizeram parte do grupo beneficiado, e um eventual reajuste para a tropa depende de outro ato do Cofin.
Policiais e bombeiros militares têm uma ajuda de custo própria, criada em 2025, anunciada em R$ 50 fixos e até R$ 25 por metas.
A cobrança acontece enquanto o governo tenta aprovar na Assembleia Legislativa a proposta de revisão salarial anual de policiais e bombeiros militares, que ainda depende de votação.




